quarta-feira, 17 de março de 2010

Andy Warhol, Mr. America




Gente, não quero fazer deste blog uma agenda cultural, mas há certas mostras que se não imperdíveis, no mínimo, divulgáveis. Eu, pessoalmente, sou uma apaixonada pelas obras do artista pop Andy Warhol (1928-1987). Ele é muito conhecido pelas gravuras de Marilyn Monroe e das latas de sopa Campbell’s, obras que marcam a chamada arte pop, ou seja, o uso de elementos do mundo das celebridades e da publicidade na arte.

E é isto que me encanta em Wahrol, ele soube expressar com vivacidade a relação entre desejo, fantasia e consumo, pressupostos que levaram à construção do império americano. Neste sábado, 20/03, em São Paulo, começará a maior mostra do artista no País reunindo mais de 170 obras, entre gravuras, pinturas, fotografias e filmes.

Uma curiosidade, visto em gravuras, como na gravura de Marilyn, é que suas celebridades, maquiadas com cores fortes e berrantes são exibidas após situações de fraquezas. A série de Marilyn foi exibida pouco após seu suposto suicídio.

Na exposição também será enfocado o tom político de suas obras sobre os EUA do pós-guerra. Algumas, portanto, sugerem que o império americano tem a pretensão de ser o que não é. Segundo o curador da mostra Larrat-Smith “os USA camufla, nas obras Wahrol, ser um supervisor benevolente do sistema financeiro global ou o zeloso policial do mundo”.

Para mim, o rótulo “artista pop” é muito pequeno para definir Andy Wahrol. Quem puder, não perca a exposição “Andy Wahrol, Mr. América” na Estação Pinacoteca.

Wahrol retratou bem que “nem tudo que parece ser é” e não descartou o grande poder da sedução, material e humana, por meio da aparência.


(Fabiana Carvalho)

terça-feira, 16 de março de 2010

Autenticidade


“A moda sai de moda, o estilo jamais."
Coco Chanel


Um viva para autencidade, criatividade e determinação.
P.S.: Bom filme, excelente atriz


(Fabiana Carvalho)

Arianos



Tenho a vida doida
Encabeço o mundo
Sou ariano torto
Vivo de amor profundo
Sou perecível ao tempo
Vivo por um segundo
Perdoa meu amor
Esse nobre vagabundo
(...)
Se tu foges o tempo
Logo traz ansiedade
Respirar o amor
Aspirando liberdade

Composição: Márcio Mello
Interpretação: Daniela Mercury

(Fabiana Carvalho)

Fidelity

http://www.youtube.com/watch?v=SGTDRztaCCw

Adoro este clipe e esta cantora.

(Fabiana Carvalho)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Deja vu




Hoje resolvi escrever porque, assim como Clarice, "quando eu não caibo em mim, me explodo em palavras”. Às vezes não há motivos grandiosos que me façam escrever. Motivos simples que me cutucam e fazem-me refletir sobre certas coisas da vida, sem explicação. Às vezes penso que estou velha e que tenho experiência demais, e vem em mim a impressão de que tudo se repete. No entanto, pasmo ao ver minha mãe dizer: “minha filha, e eu que achava que já tinha visto de tudo nesta vida”. Confesso que esta frase me estimula a viver. Canso-me de meus próprios erros, da repetição dos meus comportamentos já sabendo dos resultados que eles me induzem.

Mas agora quero falar do comportamento alheio. Pior do que os próprios comportamentos errados é o de enxergá-los nas pessoas que gosto e que escolhera para fazer parte de minha vida. Baseada, ou até mesmo consolada naquela velha frase “quem está de fora vê melhor”, às vezes, sinto-me uma bruxa, ou seria uma diretora de cinema vencedora de Oscar? Diretora de vários filmes até. Uns que já atingiram recorde de bilheteria e outros que ainda atingirão. E me vejo, eu, euzinha, no papel de “diretora” com o ”gran finale” nas mãos, já o sabendo de cor e salteado antes mesmo de exibi-lo na grande estreia. Drama, suspense, comédia, ação, injustiça, sexo, paixões e tudo o que tenha direito, sendo exibido ali, na minha frente e com uma plateia inquieta ávida por acontecimentos.

E os efeitos especiais? Ah, estes filmes têm tecnologias mais avançadas que Avatar. Mais intrigantes que Matrix no que diz respeito à percepção da realidade. E a pergunta que não se cala: onde é que eu me encontro em todas estas estórias? Pandora? Realidade virtual? Paralela? Realidade inexistente? Realidade criada? Ilusão? Não sei. O que sei é que não quero ser coadjuvante. Doa a quem doer. (Hum, acho que virei atriz). Tá, mas prefiro ser diretora e assistir a tudo isso.

Ser diretora não é nada fácil. Talvez eu tenha vocação pra coisa e não tenha despertado pra isto. Afinal sentir, prever, alertar, compreender (mesmo contrariada) e erguer sem muito orgulho e com grande pesar (diferentemente da arquibancada de futebol) uma placa escrita: “eu já sabia”, não é tarefa tão simples. Parabéns Wood Allen, Almodóvar e afins. Não sei se meu coração suportaria.

Este mês fui “golpeada” por umas três situações best movies. “Eu já sabia”, “eu já sabia”e pra finalizar a trilogia: “EU JÁ SABIA”. Em caixa alta. Na terceira situação o final ainda não se fechou. Mas tenho o script em mãos. E como todo bom diretor, desta vez, vou guardá-lo para mim. Guardo também minhas emoções. Agora não o levarei nem para a realidade Matrix, ou Avatar (onde fico avulsa ou deslocada sem saber ao certo onde eu me encaixo). Vou guardá-lo para mim. Somente para mim. E, quando oportuno, levanto a plaquinha “Eu já sabia!”. E sigo minha vida dando "replay".

Acho que essas plaquinhas apesar de não mudarem os fatos, aliviam um pouco meu coração diante de situações “fucking Deja vu”. ; )

"Não há dúvida:
Pensar me irrita,
pois antes de
começar a pensar,
eu sabia muito
bem o que eu sabia."
Clarice Lispector



(Fabiana Carvalho)

Fogoooooo

"Porque o fogo que me faz arder é o mesmo que me ilumina."
La Boétie , Étienne)

Como boa ariana que sou...

(Fabiana Carvalho)

Não digas nada!



Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender -
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer

Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.

Fernando Pessoa

(Fabiana Carvalho)

quinta-feira, 11 de março de 2010

And in the end, the love you take is equal to the love you make (The Beatles)
Fabiana Carvalho

terça-feira, 9 de março de 2010

Beleza universal

"A beleza que seduz dificilmente coincide com a beleza que faz amar"
Esta é uma adaptação da frase de Ortega e Gasset

Justo desajuste

O que seria do mundo se todos fossem bem ajustados?
Haveria um tédio sem fim.

Carl Gustav Jung

segunda-feira, 8 de março de 2010

Hedonista, eu?!

Eu prefiro na chuva caminhar,
que em dias tristes em casa me esconder
Martin Luther King Junior


Ao conversar com um amigo, ele me deu sua opinião sobre o blog e sobre o fato de duas personalidades tão diferentes o construírem. E assim nos classificou: "Fabiana - hedonista e Aline - sonhadora". Fiquei um tanto perplexa diante de sua classificação. Mas acredito que, em parte, ele tenha razão. O wikepedia assim define o hedonismo: “hedonismo (do grego hedonê, que significa prazer) é uma teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer o supremo bem da vida humana.” Bem, se esta fosse a única definição de hedonismo eu não teria aceitado a opinião de meu estimado meu amigo (a quem devo respeito por sua sensibilidade e inteligência).

Busquei em outros textos explicações em torno de seu significado e vi que o hedonismo pode ser uma forma de sair de uma existência monótona e não criadora. Que uma pessoa hedonista preocupa-se com o outro, e que sua felicidade pessoal implica a felicidade dos outros. Este é um hedonismo que nega a vida triste e de sofrimento como algo adquirido, mas que vê este sofrimento e esta tristeza como grilhões que o homem deve quebrar. Ser hedonista é buscar a beleza em todas as coisas, desde as grandes obras ao mais simples movimento de uma folha ao vento. Bem, sob esta ótica, sim, considero-me uma pessoa hedonista.

Muitas visões sobre esta filosofia estão sobre a palavra prazer. Eu, Fabiana, acredito que os prazeres da vida são a melhor forma de curti-la. Mas tenho plena consciência de que a felicidade não está aí. Ainda não sei realmente o que é felicidade, às vezes a confundo com paz de espírito, mas jamais com prazer. Na minha concepção, a pessoa que busca no prazer, a tal felicidade, tende a surtar. Ou se isto não acontecer, ela é, no mínimo, superficial, e de fato nem reconhece a sua falsa felicidade. A minha consciência de que, assim como “a beleza morre na beleza”, o prazer, também “morre” no prazer, não me deixa deslumbrar em torno de ilusões que nos traz à realidade iminente, e que é dura.

Não escrevo aqui para ditar o que é certo ou o que é errado, e nem muito menos descrever a tão sonhada “receita da felicidade”. Mas diante de um mundo tão cheio de problemas eu, euzinha, opto pelo prazer como forma de catarse e de reconhecimento de pequenas ou grandes maravilhas. Aprecio o barulho da chuva, a dança do vento, o cheiro de terra molhada, o sorriso de um ser humano conhecido ou desconhecido, a gratidão de um ser amado. Opto por alegrar-me com um pequeno agrado, por agradar alguém, com a beleza das flores, encantar-me com o pôr-do-sol, comer um brigadeiro de panela assistindo a um programa bobo de TV. Ah, mas desfruto intensamente de uma noite regada à bebida e música eletrônica, de um passeio de lancha no lago, de um hotel de luxo em qualquer lugar deste mundo, de comer o que há de melhor, de apreciar o design moderno de ambientes e as maravilhas feitas por artistas reconhecidos (ou não). Como é bom ver e sentir a beleza e ter prazer nas coisas, das mais simples ao que se há de mais “supérfluo”, e o melhor, ter consciência de seu começo, meio e fim.

A vida pós-moderna exige muito da gente: competitividade, ganhar dinheiro, ficar linda o tempo todo... Ufa! Tudo isso gera muita angústia, ansiedade, dor, até chegar na tal depressão. E é por isso que busco olhar a vida com mais simplicidade e sensibilidade. Se isso tudo que falei estiver encaixado no que se refere aos prazeres da vida, posso escrever em um rótulo (que nossa sociedade adora) e pregar no peito: Sim, sou hedonista! Mas ainda acredito que o mais belo da vida esteja no verdadeiro e íntimo sentimento humano.

Ser hedonista pode não ser um caminho para a felicidade, mas com certeza um grande atrevimento em busca do bem-estar. Lembrando: bem-estar, este, passageiro, mas deliciosamente intenso.

Fabiana Carvalho

sábado, 6 de março de 2010

A culpa é sua!




Por que não me olhaste?
Se tivesses olhado para mim, terias me amado!

(Oscar Wilde)




Aline Espíndola

sexta-feira, 5 de março de 2010

deeply...


















Fabiana Carvalho

quinta-feira, 4 de março de 2010

Há sempre alguém...
















Há sempre alguém que lhe reconhece pelo que você tem de melhor. Que sabe de toda sua história sem você nunca ter aberto a boca para falar dela. Que reconhece sua luta, sua lida. Seu sofrimento. Suas buscas e suas vitórias.
Há sempre alguém que torce por você, que toma suas dores, que se indigna com o seu silêncio diante de algo que fira seus sentimentos.
Há sempre alguém que lhe vê da forma mais bonita, que lhe reconhece pelo seu caráter, que admira o seu sorriso sincero e que aceita os seus defeitos e aprende a lidar com eles.
Há sempre alguém que aparece na hora menos esperada para lhe falar as coisas certas, nem sempre mais bonitas, mas as mais verdadeiras e sinceras, que é o que realmente vale nesta vida.
Não desanime, há sempre alguém.
Este alguém, sim, merece sua lágrima e seu sorriso. Seus pensamentos. E fazer parte de sua estrada.
Surpreenda-se e acredite!
Há sempre alguém.

Fabiana Carvalho

quarta-feira, 3 de março de 2010

E se eu soubesse antes...





o que sei agora,
erraria tudo novamente!
Aline Espíndola

terça-feira, 2 de março de 2010

Thanks beer!

Tudo tem seu lado positivo. ; )

Fabiana Carvalho

Beba-me somente com seus olhos...

; )
Fabiana Carvalho

"Life is a loop"


... Porque o importante mesmo é não cair dela.

Fabiana Carvalho

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Sex and the City: in my city




Há tempos eu estou querendo escrever sobre essas mulheres fenomenais do seriado Sex and the City. Aproveitei o embalo do texto da Aline que trata sobre o papel da mulher e aqui estou falando sobre isto. Este não é um blog feminista, mas não quero deixar de expressar minha opinião sobre nós Mulheres. Com M maiúsculo. Vejo que Nova Iorque está mais a frente que nós, brasileiros, mais objetivamente, Brasília, neste quesito de "aceitação" da "nova mulher". Às vezes tenho a impressão de que Brasília não esteja preparada para mim. Ou para minhas amigas. Mentes provincianas. Apesar de amar a cidade.

As mulheres do seriado me encantam muito. Não há como não buscar alguma identificação. Fiz-me a pergunta de qual delas eu seria hoje. Será que sou a Carrie, a Samantha,Charlotte ou Miranda? Percebi que sou uma mistura. E há certas características que não tenho e que gostaria de ter. Carrie, adoro o jeito leve e também profundo de escrever e estravasar suas emoções... Como ela consegue? Identifico-me no que diz respeito à intenção de escrever. Seu jeito fashion e descolado é cativante, porém sou do tipo de pessoa que não se escraviza pelas ditaduras da moda. Ela abre mão de um conforto no lar, mas não abre mão de sua coleção de sapatos "manolo blahnik" (lembrando que custam em torno de 800 dólares) e os compra, mesmo sendo assalariada. Mas ela continua linda com seu jeitinho intelecto, moderno no seu cafofo cheio de "Manolos".

Ah, mesmo achando aquele Mr. Big um gato envolvente, não aprovo a maneira com que vive presa emocionalmente a ele. Dizem as más línguas que não há escolhas. Hummm... Sei não. Um pouco questionável o comportamento de Carrie e sua dependência emocional em um cara absolutamente mal-resolvido. Claro que houve final feliz, mas isso aí foi para vender. Tem muita mulher por aí presa em "Misteres Big" e que não chegam a lugar algum, a não ser ao fundo do poço. Ao menos o final da Carrie foi feliz, para o meu entretenimento.

Samantha me diverte. Invejo sua independência emocional e jeito totalmente resolvido de ser. Ela é fera! Gosta do sexo pelo sexo. Acredito que as mulheres, apesar de predominantemente românticas, tenham seus momentos "sexo pelo sexo", mas a sociedade jamais admite isto de "mulheres de família". Ah, como é hipócrita.

Miranda, muito profissional, chatinha, durona, mas não abre mão de seus objetivos, adoro sua determinação e inteligência. Por que mulheres assim sempre assumem o papel "masculino" da relação. Parece que é inerente a este tipo de mulher. De alguma forma escolhem homens mais, digamos assim, fracos que elas, tanto no quesito financeiro como emocional. Ainda compreenderei esta relação.

Charlotte... ninguém merece aquela cara de "pangó", apática e jeito de "Creusa". Não gosto de gente assim. Que se faz de santa. Mas a acho uma figura interessante no tocante ao seu gosto pela arte. Seu jeito clássico me fascina, tendo em vista que sou bem diferente.

Lindas, lindas, lindas... Modernas, bem-vestidas, divertidas, independentes... Ah, quer saber... Não sei como fechar este texto. Acho que já falei o que queria. Vou alí tomar um "cosmopolitan" com minhas amigas. Não estamos em NYC, a gente só muda o cenário, mas o drama, a comédia e os personagens continuam a compor minha "nada mole vida".

Fabiana Carvalho

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

E o ano, enfim, começa!




Hora de comer, - comer!

Hora de dormir, - dormir!

Hora de vadiar, - vadiar!

Hora de trabalhar?

-Pernas pro ar que ninguem é de ferro!

(ASCENSO FERREIRA)

Aline Espíndola


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Ócio nada criativo



Tô curtindo minhas férias e principalmente o meu ócio sem culpa, sem medo.
Se eu quero, eu faço. Se não quero, não faço. Simples assim. Durmo o tanto que preciso, ou que não preciso. Talvez acorde até mais cedo, quando isto acontece, é pra ficar mais tempo à tôa.
Ligo a net, vejo metade de um filme, depois metade de outro.
Não quero entender nada, não quero pensar em nada, apenas curtir meu ócio da maneira mais improdutiva possível.

Quando acordo tarde, peço almoço, vou pra internet, fuço orkut, me canso e durmo de novo.
Acordo de novo, volto pra internet e encontro a melhor maneira de curtir meu ócio. Pensando nele, escrevendo sobre ele e, agora, publicando sobre ele. Ele é tão importante quanto as coisas "desimportantes" que julgamos "tão importantes" desta vida. E às vezes, merece um papel especial.
E viva o ócio!

Fabiana Carvalho

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

"Aprendi que são os pequenos acontecimentos diários
que tornam a vida espetacular."
Willian Shakespeare
Obrigada!
Fabiana Carvalho

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010


"Deslumbramento" is so, so funny.
; )
Fabiana Carvalho

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Do malfeito!

O que obviamente não presta sempre me interessou muito. Gosto de um modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão.
Clarice Lispector
Aline Espíndola
"...Que você me adora,
que me acha foda!"
; )
Fabiana Carvalho

sábado, 20 de fevereiro de 2010



A vida tem a cor que você pinta

(Mário Bonatti)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O colorido preto e branco de Simone

Mais uma vez não resisti. Fui à casa de uma amiga minha e lá observei um lindo quadro e bastante interessante. Não só isto. Veio-me novamente aquela sensação comentada em outro texto. A do arrepio. O quadro fora pintado por uma artista despretensiosa, mas não menos talentosa. Uma pessoa que pinta para aliviar as dores do mundo. Assim como eu, encontrei neste blog, uma forma de abstração. A artista é Simone Monreal. Ela me mostrou uma a uma de suas obras e parou em uma. A do arrepio. "Neste, me ofereceram mil reais, mas eu não quis. É meu", disparou Simone sem o menor arrpendimento. Claro que acredito que exista muita coisa na vida que não tenha preço como afirma a propaganda da Mastercard. (Graças a Deus! Essas sim são essenciais).

Fiquei observando alí, o quadro e todo aquele seu grande valor. Lembrei do que minha irmã, que assim como Simone, tem esse belo dom de pintar. Ela me dizia que só o verdadeiro artista sabe que não há valor em dinheiro que paga todas as emoções alí colocadas.

Lá fui eu analisar novamente o porque do arrepio e da química alí existente. Não foi difícil. Uma obra tão colorida com pequenos tabuleiros em preto e branco em seu meio. Muita cor, muita vida em todo ele, mas o preto e o branco alí marcando o vazio, o luto, a antítese e um profundo desejo de paz. Tudo parece mesmo, como na vida real. Tão colorido, mas o preto e branco sempre alí, no meio; rígido, firme. Eles são responsáveis pela dor das cores que servem de cortina para camuflá-los.

Quanta luta! Não acho que os tabuleiros devam ser desprezados. Eles são sim um jogo. E precisam ser enfrentados. Sempre. Mas prefiro que o colorido continue preenchendo a maior parte das telas de Simone.

Fabiana Carvalho

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Wanted!

Ah não!!! Tô muito brava... Na verdade, acho que será melhor assim. Rs... Eu viciei em um chocolate da Kopenhagen que agora está em falta. Não consigo encontrá-lo nem no Brasília Shopping e nem no aeroporto. WANTED! PROCURA-SE! Se alguém vir este DUE COOKIE, paga-se bem! É PERFEITO! Espero que volte logo ao mercado! Apelo de uma mulher que se transforma na primeira mordida de um bom chocolate!

A Lu me trouxe de presente uma caixa de bombons Havana. Gente, é delicioso!! Tive a oportunidade de saboreá-los há 4 anos, quando fui à Cordoba, na Argentina. O chocolate, assim como o alfajor Havana, são produtos de primeira necessidade de nossos “hermanitos”. Assim como a carne e o couro, o alfajor é uma instituição nacional daquele país. Aliás, tudo que é derivado do leite, lá é bom. Chocolates, queijos... Quem visitar a Argentina, não passe batido por estas delícias.

Não precisamos viajar ou no rendermos somente à Kopenhagen para comer um bom chocolate. Para quem mora em Brasília, vale à pena conhecer os chocolates da Stans, fica na 407 sul. Eles já adoçaram muitas tardes azedas de trabalho.

Uma curiosidade, minha amiga, Bianca, esteve na Europa este fim de ano e touxe pra mim uma caixa de chocolates belgas. Socorro! Está explicado, em partes, os quilinhos a mais. Hihi. Segundo ela, os chocolates da Bélgica são considerados os melhores do mundo. E eu achando que eram os suiços! Vivendo e aprendendo. Nada como chocolates e amigos.

Fabiana Carvalho

"Nunca antes na história deste País", governador preso...



Não há como não se calar diante de um fato histórico como este. Claro que este blog não foi criado pra discutir política. Mas como busco manifestar a respeito de comportamento, de sentimentos e valores humanos, vim, no entanto, manifestar minha satisfação com o exemplo que Brasília deu ao resto do país. 1º Governador corrupto preso.

Nada pessoal, até acredito que governadores anteriores não tenham feito um bom governo como o de Arruda. Mas a lei vale pra todos: “Perdeu, playboy!”, eu diria. Que fique o exemplo aos demais que fazem do dinheiro do trabalhador honesto brasileiro fonte de luxo e mordomia.

Não costumo desejar a tristeza de ninguém. Até acredito que todo mundo mereça uma segunda chance. Poxa, mas o Arruda teve a sua. Já o perdoamos quando chorou em plenário pedindo desculpas ao Brasil por ter mentido publicamente e jurando pela sua família pelo seu não-envolvimento no escândalo do painel. Tá, tá, nos comovemos, como brasileiros puros que somos, e perdoamos. Ah, mas lá vem você de novo?! Peraí, peraí... Gente boa a gente é sim, mas não somos palhaços não.

Desculpe-nos Arruda, mas desta vez, você terá que pagar. Mesmo que sua cela seja mais limpa, organizada e com luxos que não seriam concebidos a brasileiros comuns que errassem não pela segunda, mas pela primeira vez. Que seja privado de sua liberdade para servir de exemplo aos outros que, ainda não enxergam que o povo brasileiro merece respeito. Poxa, tantas regalias, jantares, carros oficiais, combustível, a gente dá sim, tudo de bom e do melhor para o poder nos representar bem. E o que temos em troca? Panetones?? É isso?! Chega de brincadeira.

Como uma orgulhosa brasiliense queria lembrá-los que na Câmara há 513 deputados e somente 8 são de Brasília. Aqui não é terra de ladrão não! O Brasil está aqui. Parabéns justiça brasileira por mostrar que a democracia não é tão utópica como imaginei!

Fabiana Carvalho

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

There's always hope




Hoje fiquei feliz. Uma amiga do meu trabalho, Marie (gravidinha de cinco meses), chegou de Londres e me trouxe de presente um belo pôster. Eu havia encomendado a ela um pôster colorido, meio art pop, pra colocar no meu apartamento. No entanto, fui surpreendida com um quadro cinza com um belo coração vermelho cheio de esperança.

Marie explicou-me que em Londres há várias “pichações artísticas” nas ruas, e que são fotografadas e viram pôsteres ou artigos de arte em lojas. Esta, portanto,
arte de Bansky (informação da Lili) .

Adorei o coração vermelho e a mensagem. Ele, ganhará um cantinho especial no meu apê. Afinal, não é qualquer um que ganha ESPERANÇA de presente de uma linda futura mamãe!

Fabiana Carvalho

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Carnaval da verdade




Fugirei das tradições
Neste próximo carnaval
Lutarei contra tentações
Da “alegria” vendaval

Não sairei na avenida
Nem de máscara nem de abadá
Sairei sim de cara limpa
Sem preocupar a quem agradar

Não me esvaziarei de excessos
Não distribuirei sorrisos fulgazes
Nem me encherei de vazios
Alegrarei-me se sentir vontade

Estou farta de falsos sorrisos
Afinal, pelo menos três dias,
Ser real é preciso !

Fabiana Carvalho

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O Leitor




O post da minha amiga Aline que fala sobre máscaras, fez-me refletir muito. Assisti no último domingo (07/02) o filme O Leitor de Stephen Daldry. O filme surpreendeu-me bastante por diversos pontos que aborda. Lógico que o romance de uma mulher mais velha e experiente de baixa classe social e analfabeta com um adolescente de família tradicional alemã foi um dos pontos mais quentes do filme.

O seu viés, portanto, não está amparado em máscaras, mas houve um fato importante que, ao meu ver, surpreendeu-me e gerou um desconforto, uma certa indagação. O fato da protagonista Hanna Schmitz (Kate Winslet) preferir ser condenada à prisão perpétua a assumir o fato de ser analfabeta, foi muito revelador. Pois, caso assumisse ser analfabeta, isso poderia reduzir sua pena, que estava diretamente ligada à prova principal do crime que era um relatório, falsamente por ela escrito, no seu trabalho de execução de judeus nos campos de concentração da Alemanha, durante a 2ª Guerra Mundial.

A sua vergonha era tamanha em assumir ser analfabeta que superava o fato de ser apontada como assassina. Dentro da prisão, com força de vontade, e presa a um passado cheio de paixão, Hanna se superou e aprendeu a ler e escrever. Bem, o que quero dizer com tudo isso é que às vezes não seria melhor assumirmos o que somos a ter que aprender “a duras penas” a nos modificar? Parece que o ser humano está sempre em busca dos caminhos mais tortuosos. Estamos sempre colocando máscaras diante da sociedade, das pessoas com as quais relacionamos. Como é doloroso assumirmos o que somos de verdade.

Parece que o filme deixa uma outra importante lição:
“Não fiz a coisa certa no momento oportuno”.

Ainda há tempo.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Poesia eletrônica


“Enjoy the silence” (Depeche Mode). Afinal, há sim coisas que não precisam ser ditas. Talvez, para nos polparmos, seja melhor não dizê-las. Talvez por serem óbvias.

Já pensou Mário Quintana ou frases literárias de minha musa predileta Clarice Lispector na voz de Rihanna ou em Cris Wills e David Guetta. Não gente!! Não é viagem minha não!

Sejamos mais democráticos e abertos a novas experiências artísticas. Ainda defendo que música eletrônica também pode ser poesia ritmada para românticos frenéticos. Aqui me encaixo. Fica a dica para os meus amigos djs.

Fabiana Carvalho

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O GOOGLE em busca do amor!



Em 3 de fevereiro, minha amiga e parceira de blog, me enviou a foto que o google mostra na página inicial. E me convidou a escrever, juntamente à ela, sobre a figura publicada. Um retrato bem interessante dos dias atuais.

Vamos lá, o que o google faz? BUSCA!!!
E a foto remete ao companheirismo, parceria, doçura, cuidado, enfim: amor, no seu sentido mais abrangente. Adjetivos tão valiosos e raros de se ver no mundo atual. Nada como o google mesmo para nos lembrar que devemos buscá-los a todo instante.

Daí, como estamos falamos de internet, mundo atual, lembrei-me de um e-mail bem "bonitinho" que recebi há tempos. Assinado pelo Arnaldo Jabor. Não sei se a origem é mesmo esta, visto que Jabor é moda na internet. Independentemente da fidedignidade do texto, acho que dá para relembrá-lo e associá-lo à figura aqui postada.

Estamos com fome de amor
"Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvída? Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!" Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis. Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois. Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

Para não perder o costume, fechemos com um pensamento de Tiago Zimmermann:

"A gente ainda tem tempo de salvar o que a gente é"

(Fabiana Carvalho)

Bom, raro, acredito, não é o amor. Também não são raros os valores, os bons valores. Mas, somos frutos daquilo que acreditamos, daquilo que queremos ser. Raro, nos dias de hoje, é quem demonstre isso sem a preocupação de ser aceito socialmente. Porque aceito, hoje, é não se envolver. Pois, envolvimento denota preocupação, carinho, atenção. Aceito, hoje, é "fazer a fila andar"! Aff, como ODEIO essa frase! E as filas andam mesmo: as filas das amizades, dos relacionametos amorosos, enfim, das nossas relações interpessoais. Não falo aqui de "altruismo", pois a felicidade é algo essencial e por ela devemos lutar. E o simples fato de existirmos gera sofrimento, pois as nossas escolhas nem sempre responderão às expectativas do mundo, do outro.
Mas, há uma frase que define muito o que quero falar, o que a imagem do Google me diz:

"Em tempos em que quase ninguém se olha nos olhos, em que a maioria das pessoas pouco se interessa pelo que não lhe diz respeito, só mesmo agradecendo àqueles que percebem nossas descrenças, indecisões, suspeitas, tudo o que nos paralisa, e gastam um pouco da sua energia conosco, insistindo"

É isso, quero perceber e insistir! Quero que façam isso comigo. Quero estar atenta a tudo isso e reagir. Quero perceber as pessoas especiais. Descobrir que alguém é importante. "Me" descobrir importante pra alguém. Por fim, e mais importante, valorizar tudo isso!

Este texto eu dedico a uma pessoa especial!

(Aline Espíndola)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010



Seja "refém" do seu silêncio para não ser "vítima" de suas palavras.
Cristian Stassun

Dedicado à minha querida amiga Aline.
Fabiana Carvalho

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Bad Romance



Gaga, uma das maiores revelações do universo pop dos últimos tempos. Sua agradável voz e personagens “a la Gaga”, criados por ela, acompanhadas de perfomances, um tanto lá ensandecidas, fizeram com que ganhasse mais uma fã em meio aos milhares.

O sucesso bad romance vai além de uma música megadançante. Estive em uma balada em Goiânia estes dias, quando tocou esta música, o público cantou em côro o refrão. Ta certo! A música é show, empolgante e bem divulgada na mídia. Mas será só isto mesmo? Naquele instante resolvi dar uma parada e analisar a letra.

Quando Gaga entôa:

“Eu quero sua repulsão
Eu quero sua doença
Eu quero seu tudo,
Contanto que seja de graça
Eu quero seu amor
(Amor, amor, amor, eu quero o seu amor)”

Ela levanta grandes questionamentos relacionados ao amor, paixão ou "coisas" do gênero. Como se pede a doença de alguém?? Como se clama pela rejeição? Ela canta com a alma. Hoje, já não me enxergo nesta situação, mas houve momentos em minha vida em que os defeitos/doenças e afins da pessoa já me foram, de alguma forma, vistos como qualidades. Ou atrativos, melhor dizendo. Tornando-se motivos para querê-la mais e mais e mudá-la.

Quem nunca se sentiu preso por determinada pessoa pelos defeitos que ela possui? Isso nos gera uma certa aflição, como se estivéssemos aqui para mudá-la. Como se este fosse o nosso carma. Nossa missão. Isto nos consome. Podemos sentir isso por quem amamos; por paixões fulminantes, amizades (principalmente naquelas de amor e ódio oscilantes) e até mesmo família (ah, irmãos!).

Creio que não seja o caso de Gaga. Ela sim parece cantar a um grande amor que a rejeita. Confesso que já passei por isto em minha vida. E, em conversas de boteco, ouço constantemente a repetição destes comportamentos em que, normalmente, a mulher se torna uma fonte de absorção de doenças. Até que ela se perca nela mesma.

Hoje consigo levar a vida mais “numa leve”. Já não vejo graça nessas “deseases”.
Quero sim agarrar-me ao que se há de melhor.

Deixa esta loucura e insensatez para Lady Gaga. Ela ganha muito por isso ; )

(texto dedicado ao meu amigo Tiba "lá, lá, uh lá lá...")

Fabiana Carvalho

“Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.” (Clarice Lispector)

"Odiar é uma forma estranha de amar" (anônimo)


Amor e tédio



30 minutos

uma noite quente
não se dissolvem em tédio

mas a falta de amor
e o próprio amor, sim.
Uma pena.

Fabiana Carvalho

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010





“Sorte é isto, merecer e ter”

(Guimarães Rosa)

Pedido para 2010: SORTE!


Aline