sábado, 27 de fevereiro de 2010

Sex and the City: in my city




Há tempos eu estou querendo escrever sobre essas mulheres fenomenais do seriado Sex and the City. Aproveitei o embalo do texto da Aline que trata sobre o papel da mulher e aqui estou falando sobre isto. Este não é um blog feminista, mas não quero deixar de expressar minha opinião sobre nós Mulheres. Com M maiúsculo. Vejo que Nova Iorque está mais a frente que nós, brasileiros, mais objetivamente, Brasília, neste quesito de "aceitação" da "nova mulher". Às vezes tenho a impressão de que Brasília não esteja preparada para mim. Ou para minhas amigas. Mentes provincianas. Apesar de amar a cidade.

As mulheres do seriado me encantam muito. Não há como não buscar alguma identificação. Fiz-me a pergunta de qual delas eu seria hoje. Será que sou a Carrie, a Samantha,Charlotte ou Miranda? Percebi que sou uma mistura. E há certas características que não tenho e que gostaria de ter. Carrie, adoro o jeito leve e também profundo de escrever e estravasar suas emoções... Como ela consegue? Identifico-me no que diz respeito à intenção de escrever. Seu jeito fashion e descolado é cativante, porém sou do tipo de pessoa que não se escraviza pelas ditaduras da moda. Ela abre mão de um conforto no lar, mas não abre mão de sua coleção de sapatos "manolo blahnik" (lembrando que custam em torno de 800 dólares) e os compra, mesmo sendo assalariada. Mas ela continua linda com seu jeitinho intelecto, moderno no seu cafofo cheio de "Manolos".

Ah, mesmo achando aquele Mr. Big um gato envolvente, não aprovo a maneira com que vive presa emocionalmente a ele. Dizem as más línguas que não há escolhas. Hummm... Sei não. Um pouco questionável o comportamento de Carrie e sua dependência emocional em um cara absolutamente mal-resolvido. Claro que houve final feliz, mas isso aí foi para vender. Tem muita mulher por aí presa em "Misteres Big" e que não chegam a lugar algum, a não ser ao fundo do poço. Ao menos o final da Carrie foi feliz, para o meu entretenimento.

Samantha me diverte. Invejo sua independência emocional e jeito totalmente resolvido de ser. Ela é fera! Gosta do sexo pelo sexo. Acredito que as mulheres, apesar de predominantemente românticas, tenham seus momentos "sexo pelo sexo", mas a sociedade jamais admite isto de "mulheres de família". Ah, como é hipócrita.

Miranda, muito profissional, chatinha, durona, mas não abre mão de seus objetivos, adoro sua determinação e inteligência. Por que mulheres assim sempre assumem o papel "masculino" da relação. Parece que é inerente a este tipo de mulher. De alguma forma escolhem homens mais, digamos assim, fracos que elas, tanto no quesito financeiro como emocional. Ainda compreenderei esta relação.

Charlotte... ninguém merece aquela cara de "pangó", apática e jeito de "Creusa". Não gosto de gente assim. Que se faz de santa. Mas a acho uma figura interessante no tocante ao seu gosto pela arte. Seu jeito clássico me fascina, tendo em vista que sou bem diferente.

Lindas, lindas, lindas... Modernas, bem-vestidas, divertidas, independentes... Ah, quer saber... Não sei como fechar este texto. Acho que já falei o que queria. Vou alí tomar um "cosmopolitan" com minhas amigas. Não estamos em NYC, a gente só muda o cenário, mas o drama, a comédia e os personagens continuam a compor minha "nada mole vida".

Fabiana Carvalho

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

E o ano, enfim, começa!




Hora de comer, - comer!

Hora de dormir, - dormir!

Hora de vadiar, - vadiar!

Hora de trabalhar?

-Pernas pro ar que ninguem é de ferro!

(ASCENSO FERREIRA)

Aline Espíndola


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Ócio nada criativo



Tô curtindo minhas férias e principalmente o meu ócio sem culpa, sem medo.
Se eu quero, eu faço. Se não quero, não faço. Simples assim. Durmo o tanto que preciso, ou que não preciso. Talvez acorde até mais cedo, quando isto acontece, é pra ficar mais tempo à tôa.
Ligo a net, vejo metade de um filme, depois metade de outro.
Não quero entender nada, não quero pensar em nada, apenas curtir meu ócio da maneira mais improdutiva possível.

Quando acordo tarde, peço almoço, vou pra internet, fuço orkut, me canso e durmo de novo.
Acordo de novo, volto pra internet e encontro a melhor maneira de curtir meu ócio. Pensando nele, escrevendo sobre ele e, agora, publicando sobre ele. Ele é tão importante quanto as coisas "desimportantes" que julgamos "tão importantes" desta vida. E às vezes, merece um papel especial.
E viva o ócio!

Fabiana Carvalho

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

"Aprendi que são os pequenos acontecimentos diários
que tornam a vida espetacular."
Willian Shakespeare
Obrigada!
Fabiana Carvalho

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010


"Deslumbramento" is so, so funny.
; )
Fabiana Carvalho

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Do malfeito!

O que obviamente não presta sempre me interessou muito. Gosto de um modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão.
Clarice Lispector
Aline Espíndola
"...Que você me adora,
que me acha foda!"
; )
Fabiana Carvalho

sábado, 20 de fevereiro de 2010



A vida tem a cor que você pinta

(Mário Bonatti)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O colorido preto e branco de Simone

Mais uma vez não resisti. Fui à casa de uma amiga minha e lá observei um lindo quadro e bastante interessante. Não só isto. Veio-me novamente aquela sensação comentada em outro texto. A do arrepio. O quadro fora pintado por uma artista despretensiosa, mas não menos talentosa. Uma pessoa que pinta para aliviar as dores do mundo. Assim como eu, encontrei neste blog, uma forma de abstração. A artista é Simone Monreal. Ela me mostrou uma a uma de suas obras e parou em uma. A do arrepio. "Neste, me ofereceram mil reais, mas eu não quis. É meu", disparou Simone sem o menor arrpendimento. Claro que acredito que exista muita coisa na vida que não tenha preço como afirma a propaganda da Mastercard. (Graças a Deus! Essas sim são essenciais).

Fiquei observando alí, o quadro e todo aquele seu grande valor. Lembrei do que minha irmã, que assim como Simone, tem esse belo dom de pintar. Ela me dizia que só o verdadeiro artista sabe que não há valor em dinheiro que paga todas as emoções alí colocadas.

Lá fui eu analisar novamente o porque do arrepio e da química alí existente. Não foi difícil. Uma obra tão colorida com pequenos tabuleiros em preto e branco em seu meio. Muita cor, muita vida em todo ele, mas o preto e o branco alí marcando o vazio, o luto, a antítese e um profundo desejo de paz. Tudo parece mesmo, como na vida real. Tão colorido, mas o preto e branco sempre alí, no meio; rígido, firme. Eles são responsáveis pela dor das cores que servem de cortina para camuflá-los.

Quanta luta! Não acho que os tabuleiros devam ser desprezados. Eles são sim um jogo. E precisam ser enfrentados. Sempre. Mas prefiro que o colorido continue preenchendo a maior parte das telas de Simone.

Fabiana Carvalho

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Wanted!

Ah não!!! Tô muito brava... Na verdade, acho que será melhor assim. Rs... Eu viciei em um chocolate da Kopenhagen que agora está em falta. Não consigo encontrá-lo nem no Brasília Shopping e nem no aeroporto. WANTED! PROCURA-SE! Se alguém vir este DUE COOKIE, paga-se bem! É PERFEITO! Espero que volte logo ao mercado! Apelo de uma mulher que se transforma na primeira mordida de um bom chocolate!

A Lu me trouxe de presente uma caixa de bombons Havana. Gente, é delicioso!! Tive a oportunidade de saboreá-los há 4 anos, quando fui à Cordoba, na Argentina. O chocolate, assim como o alfajor Havana, são produtos de primeira necessidade de nossos “hermanitos”. Assim como a carne e o couro, o alfajor é uma instituição nacional daquele país. Aliás, tudo que é derivado do leite, lá é bom. Chocolates, queijos... Quem visitar a Argentina, não passe batido por estas delícias.

Não precisamos viajar ou no rendermos somente à Kopenhagen para comer um bom chocolate. Para quem mora em Brasília, vale à pena conhecer os chocolates da Stans, fica na 407 sul. Eles já adoçaram muitas tardes azedas de trabalho.

Uma curiosidade, minha amiga, Bianca, esteve na Europa este fim de ano e touxe pra mim uma caixa de chocolates belgas. Socorro! Está explicado, em partes, os quilinhos a mais. Hihi. Segundo ela, os chocolates da Bélgica são considerados os melhores do mundo. E eu achando que eram os suiços! Vivendo e aprendendo. Nada como chocolates e amigos.

Fabiana Carvalho

"Nunca antes na história deste País", governador preso...



Não há como não se calar diante de um fato histórico como este. Claro que este blog não foi criado pra discutir política. Mas como busco manifestar a respeito de comportamento, de sentimentos e valores humanos, vim, no entanto, manifestar minha satisfação com o exemplo que Brasília deu ao resto do país. 1º Governador corrupto preso.

Nada pessoal, até acredito que governadores anteriores não tenham feito um bom governo como o de Arruda. Mas a lei vale pra todos: “Perdeu, playboy!”, eu diria. Que fique o exemplo aos demais que fazem do dinheiro do trabalhador honesto brasileiro fonte de luxo e mordomia.

Não costumo desejar a tristeza de ninguém. Até acredito que todo mundo mereça uma segunda chance. Poxa, mas o Arruda teve a sua. Já o perdoamos quando chorou em plenário pedindo desculpas ao Brasil por ter mentido publicamente e jurando pela sua família pelo seu não-envolvimento no escândalo do painel. Tá, tá, nos comovemos, como brasileiros puros que somos, e perdoamos. Ah, mas lá vem você de novo?! Peraí, peraí... Gente boa a gente é sim, mas não somos palhaços não.

Desculpe-nos Arruda, mas desta vez, você terá que pagar. Mesmo que sua cela seja mais limpa, organizada e com luxos que não seriam concebidos a brasileiros comuns que errassem não pela segunda, mas pela primeira vez. Que seja privado de sua liberdade para servir de exemplo aos outros que, ainda não enxergam que o povo brasileiro merece respeito. Poxa, tantas regalias, jantares, carros oficiais, combustível, a gente dá sim, tudo de bom e do melhor para o poder nos representar bem. E o que temos em troca? Panetones?? É isso?! Chega de brincadeira.

Como uma orgulhosa brasiliense queria lembrá-los que na Câmara há 513 deputados e somente 8 são de Brasília. Aqui não é terra de ladrão não! O Brasil está aqui. Parabéns justiça brasileira por mostrar que a democracia não é tão utópica como imaginei!

Fabiana Carvalho

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

There's always hope




Hoje fiquei feliz. Uma amiga do meu trabalho, Marie (gravidinha de cinco meses), chegou de Londres e me trouxe de presente um belo pôster. Eu havia encomendado a ela um pôster colorido, meio art pop, pra colocar no meu apartamento. No entanto, fui surpreendida com um quadro cinza com um belo coração vermelho cheio de esperança.

Marie explicou-me que em Londres há várias “pichações artísticas” nas ruas, e que são fotografadas e viram pôsteres ou artigos de arte em lojas. Esta, portanto,
arte de Bansky (informação da Lili) .

Adorei o coração vermelho e a mensagem. Ele, ganhará um cantinho especial no meu apê. Afinal, não é qualquer um que ganha ESPERANÇA de presente de uma linda futura mamãe!

Fabiana Carvalho

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Carnaval da verdade




Fugirei das tradições
Neste próximo carnaval
Lutarei contra tentações
Da “alegria” vendaval

Não sairei na avenida
Nem de máscara nem de abadá
Sairei sim de cara limpa
Sem preocupar a quem agradar

Não me esvaziarei de excessos
Não distribuirei sorrisos fulgazes
Nem me encherei de vazios
Alegrarei-me se sentir vontade

Estou farta de falsos sorrisos
Afinal, pelo menos três dias,
Ser real é preciso !

Fabiana Carvalho

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O Leitor




O post da minha amiga Aline que fala sobre máscaras, fez-me refletir muito. Assisti no último domingo (07/02) o filme O Leitor de Stephen Daldry. O filme surpreendeu-me bastante por diversos pontos que aborda. Lógico que o romance de uma mulher mais velha e experiente de baixa classe social e analfabeta com um adolescente de família tradicional alemã foi um dos pontos mais quentes do filme.

O seu viés, portanto, não está amparado em máscaras, mas houve um fato importante que, ao meu ver, surpreendeu-me e gerou um desconforto, uma certa indagação. O fato da protagonista Hanna Schmitz (Kate Winslet) preferir ser condenada à prisão perpétua a assumir o fato de ser analfabeta, foi muito revelador. Pois, caso assumisse ser analfabeta, isso poderia reduzir sua pena, que estava diretamente ligada à prova principal do crime que era um relatório, falsamente por ela escrito, no seu trabalho de execução de judeus nos campos de concentração da Alemanha, durante a 2ª Guerra Mundial.

A sua vergonha era tamanha em assumir ser analfabeta que superava o fato de ser apontada como assassina. Dentro da prisão, com força de vontade, e presa a um passado cheio de paixão, Hanna se superou e aprendeu a ler e escrever. Bem, o que quero dizer com tudo isso é que às vezes não seria melhor assumirmos o que somos a ter que aprender “a duras penas” a nos modificar? Parece que o ser humano está sempre em busca dos caminhos mais tortuosos. Estamos sempre colocando máscaras diante da sociedade, das pessoas com as quais relacionamos. Como é doloroso assumirmos o que somos de verdade.

Parece que o filme deixa uma outra importante lição:
“Não fiz a coisa certa no momento oportuno”.

Ainda há tempo.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Poesia eletrônica


“Enjoy the silence” (Depeche Mode). Afinal, há sim coisas que não precisam ser ditas. Talvez, para nos polparmos, seja melhor não dizê-las. Talvez por serem óbvias.

Já pensou Mário Quintana ou frases literárias de minha musa predileta Clarice Lispector na voz de Rihanna ou em Cris Wills e David Guetta. Não gente!! Não é viagem minha não!

Sejamos mais democráticos e abertos a novas experiências artísticas. Ainda defendo que música eletrônica também pode ser poesia ritmada para românticos frenéticos. Aqui me encaixo. Fica a dica para os meus amigos djs.

Fabiana Carvalho

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O GOOGLE em busca do amor!



Em 3 de fevereiro, minha amiga e parceira de blog, me enviou a foto que o google mostra na página inicial. E me convidou a escrever, juntamente à ela, sobre a figura publicada. Um retrato bem interessante dos dias atuais.

Vamos lá, o que o google faz? BUSCA!!!
E a foto remete ao companheirismo, parceria, doçura, cuidado, enfim: amor, no seu sentido mais abrangente. Adjetivos tão valiosos e raros de se ver no mundo atual. Nada como o google mesmo para nos lembrar que devemos buscá-los a todo instante.

Daí, como estamos falamos de internet, mundo atual, lembrei-me de um e-mail bem "bonitinho" que recebi há tempos. Assinado pelo Arnaldo Jabor. Não sei se a origem é mesmo esta, visto que Jabor é moda na internet. Independentemente da fidedignidade do texto, acho que dá para relembrá-lo e associá-lo à figura aqui postada.

Estamos com fome de amor
"Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvída? Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!" Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis. Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois. Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

Para não perder o costume, fechemos com um pensamento de Tiago Zimmermann:

"A gente ainda tem tempo de salvar o que a gente é"

(Fabiana Carvalho)

Bom, raro, acredito, não é o amor. Também não são raros os valores, os bons valores. Mas, somos frutos daquilo que acreditamos, daquilo que queremos ser. Raro, nos dias de hoje, é quem demonstre isso sem a preocupação de ser aceito socialmente. Porque aceito, hoje, é não se envolver. Pois, envolvimento denota preocupação, carinho, atenção. Aceito, hoje, é "fazer a fila andar"! Aff, como ODEIO essa frase! E as filas andam mesmo: as filas das amizades, dos relacionametos amorosos, enfim, das nossas relações interpessoais. Não falo aqui de "altruismo", pois a felicidade é algo essencial e por ela devemos lutar. E o simples fato de existirmos gera sofrimento, pois as nossas escolhas nem sempre responderão às expectativas do mundo, do outro.
Mas, há uma frase que define muito o que quero falar, o que a imagem do Google me diz:

"Em tempos em que quase ninguém se olha nos olhos, em que a maioria das pessoas pouco se interessa pelo que não lhe diz respeito, só mesmo agradecendo àqueles que percebem nossas descrenças, indecisões, suspeitas, tudo o que nos paralisa, e gastam um pouco da sua energia conosco, insistindo"

É isso, quero perceber e insistir! Quero que façam isso comigo. Quero estar atenta a tudo isso e reagir. Quero perceber as pessoas especiais. Descobrir que alguém é importante. "Me" descobrir importante pra alguém. Por fim, e mais importante, valorizar tudo isso!

Este texto eu dedico a uma pessoa especial!

(Aline Espíndola)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010



Seja "refém" do seu silêncio para não ser "vítima" de suas palavras.
Cristian Stassun

Dedicado à minha querida amiga Aline.
Fabiana Carvalho

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Bad Romance



Gaga, uma das maiores revelações do universo pop dos últimos tempos. Sua agradável voz e personagens “a la Gaga”, criados por ela, acompanhadas de perfomances, um tanto lá ensandecidas, fizeram com que ganhasse mais uma fã em meio aos milhares.

O sucesso bad romance vai além de uma música megadançante. Estive em uma balada em Goiânia estes dias, quando tocou esta música, o público cantou em côro o refrão. Ta certo! A música é show, empolgante e bem divulgada na mídia. Mas será só isto mesmo? Naquele instante resolvi dar uma parada e analisar a letra.

Quando Gaga entôa:

“Eu quero sua repulsão
Eu quero sua doença
Eu quero seu tudo,
Contanto que seja de graça
Eu quero seu amor
(Amor, amor, amor, eu quero o seu amor)”

Ela levanta grandes questionamentos relacionados ao amor, paixão ou "coisas" do gênero. Como se pede a doença de alguém?? Como se clama pela rejeição? Ela canta com a alma. Hoje, já não me enxergo nesta situação, mas houve momentos em minha vida em que os defeitos/doenças e afins da pessoa já me foram, de alguma forma, vistos como qualidades. Ou atrativos, melhor dizendo. Tornando-se motivos para querê-la mais e mais e mudá-la.

Quem nunca se sentiu preso por determinada pessoa pelos defeitos que ela possui? Isso nos gera uma certa aflição, como se estivéssemos aqui para mudá-la. Como se este fosse o nosso carma. Nossa missão. Isto nos consome. Podemos sentir isso por quem amamos; por paixões fulminantes, amizades (principalmente naquelas de amor e ódio oscilantes) e até mesmo família (ah, irmãos!).

Creio que não seja o caso de Gaga. Ela sim parece cantar a um grande amor que a rejeita. Confesso que já passei por isto em minha vida. E, em conversas de boteco, ouço constantemente a repetição destes comportamentos em que, normalmente, a mulher se torna uma fonte de absorção de doenças. Até que ela se perca nela mesma.

Hoje consigo levar a vida mais “numa leve”. Já não vejo graça nessas “deseases”.
Quero sim agarrar-me ao que se há de melhor.

Deixa esta loucura e insensatez para Lady Gaga. Ela ganha muito por isso ; )

(texto dedicado ao meu amigo Tiba "lá, lá, uh lá lá...")

Fabiana Carvalho

“Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.” (Clarice Lispector)

"Odiar é uma forma estranha de amar" (anônimo)


Amor e tédio



30 minutos

uma noite quente
não se dissolvem em tédio

mas a falta de amor
e o próprio amor, sim.
Uma pena.

Fabiana Carvalho

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010





“Sorte é isto, merecer e ter”

(Guimarães Rosa)

Pedido para 2010: SORTE!


Aline

domingo, 31 de janeiro de 2010

A tal da química...



Eu tenho um álbum no meu orkut em que coloco figuras que gosto ou que tenham algum significado para mim. Encontrei neste blog, um espaço para justificar o apreço por elas. Quando estive em Madrid, com minha irmã Etiene, após visitas em alguns museus, deparei-me com um quadro aparentemente tolo. Digo isso porque já questionei o valor de quadros abstratos. Quando era mais nova não conseguia entender como obras com rabiscos ou um monte de coisas sem sentido custassem milhões e fizessem tanto sucesso. Com a idade chegando e o espírito questionador fazendo-se cada vez mais presente, venho buscando "entender" sobre as mais diversas formas de manifestações artísticas movidas pela alma e pelo coração.

Voltemos ao quadro... Fiquei tentada a entender o porquê, depois de tantos "Dalís", "Picassos", Mirós", "Van Goghs" e outros famosos, de me deparar com um quadro que só tem quadrados coloridos levando a assinatura de Mondrian, fazer encher os meus olhos de lágrimas e sentir arrepiaços pelo corpo. "Por que? Por que?", questionava-me em silêncio. Imaginava que não deveria ser daquela forma... O certo seria emocionar-me com Guernica e não com este quadro cheio de quadrados. Acho que encontrei uma justificativa. "Bateu a química"... Isso mesmo "Q-U-Í-M-I-C-A". Sabe aquela coisa que se sente por alguma pessoa que está longe de ser a que possui os requisitos justificáveis para admirá-la. Longe de ser reconhecida por seus dotes estéticos ou gosto musical, ou modo de viver e outras coisas que avaliamos até afirmar que esta pessoa mereça o título "interessante".

Então, a química entra aí pra complicar nossa vida, pois é tão fácil sentí-la, mas tão difícil justificá-la ou até mesmo desvencilhá-la do nosso dia-a-dia. Até porque ela nos cutuca e diz, "ei, aí tem algo de especial", e a forma que ela "diz" é tão invasiva e forte que nos faz perder o domínio do próprio corpo, do que se fala, do que se pensa e da forma correta de agir.

Mesmo assim, não concebi a ideia de sentir algo tão forte por algo que me soasse bobo à primeira vista. Busquei entender, como em tudo que já vivi e que de alguma forma a química esteve presente. Para a minha felicidade, sim, havia algo de especial alí.

Busquei no google e encontrei uma frase de Mondrian em relação ao quadro. Ele disse: "Quadrados? Eu não vejo quadrados em minhas obras". Ah, ele disse tudo. Havia alí inconstância, força, assimetria e muita coisa que não consegui ver, mas consegui sentir.

É por isso que abomino rótulos. A sociedade adora rótulos. Acho que tudo o que se vê esconde uma enxurrada de surpresas, e só conseguem enxergar de verdade, aqueles dispostos à enfrentar a danada e ousada química e desafiá-la a responder o porquê. Tente. Ela te responde.

É inesquecível.

Fabiana Carvalho

"Squares? I see no squares in my pictures"
Mondrian


Pra quem quiser "Mondrianiar", segue um link interressante divulgado no twitter do Museu de Arte Moderna de Nova York:

http://www.compositionwithjavascript.com/

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Amor e cultura


Foto: Fabiana Carvalho



Em uma viagem a trabalho, no Rio de Janeiro, tive a oportunidade de conhecer uma linda casa e sua romântica história: a Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpo. Um lugar tão charmoso, tão feminino e delicado, que foi impossível passar batido e não registrar aqui um pouco de sua história e o ar de romantismo que paira sobre o belo palacete. O cenário composto por um longo tapete vermelho sobre as escadarias, grandes arranjos de rosas vermelhas, objetos (relógios, castiçais, cadeiras, torneiras) banhadas a ouro, lustres em cristais, e mesas elegantemente “aprontadas” para o jantar com diversos talheres e copos (lembrando sempre da regrinha do “de fora para dentro”) deu aquele “cutucão” no mais íntimo da alma feminina.

Senti-me como em um filme, talvez “Romeu e Julieta” ou até mesmo o piegas, porém não menos romântico, “Titanic”. Curiosa, fui saber sobre a história daquela casa. Ela foi construída em 1920 e “diz-se” fruto de uma história de amor. Apaixonado pela mulher, Demócrito Latigau, de importante família de comerciantes da época, quis dar de presente à sua esposa, Maria José, a mais bela casa do Rio de Janeiro. Contratou um arquiteto francês e, da mesma forma, mandou vir da Europa todas as peças de acabamento como “parquets”, vitrôs, portais e etc.

Após a morte do casal e do filho mais velho, a casa foi tombada pelo departamento de patrimônio e cultura da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro. O educador e antiquário João Carlos de Serpo se interessou pelo palacete, comprando-o em 2002, para instalar a casa de cultura, dando-lhe o nome de sua mãe, Julieta de Serpa. Hoje acontecem diversos eventos, principalmente na área de educação e cultura.

Tive o prazer de fotografá-la e carregar comigo a sensação de fazer parte daquela história de amor.

E para não perder o costume, fechemos com um belo e intrigante dizer. Este, retirado do parágrafo “Tudo se ilumina”, de Jonathan Safran Foer (2003):

“Dê-me amor, pois o amor não existe, e eu já experimentei tudo que existe”.

Fabiana Carvalho

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010


“Digo às borboletas alvoroçadas de meu estômago:
- Acalmecem-se! Sabemos bem o que esta confusão pode causar...”

Fabiana Carvalho


Preto no Branco



A escolha da figura do topo do blog, aquela lá, preta e branca com borboletas, foi uma árdua tarefa; quanta pesquisa! Achamos figuras em movimento, figuras lindas e megacoloridas, fotos emotivas... Tão difícil escolher uma foto pra "abrir" o nosso recanto virtual!

Queríamos um significado. Mas, logo eu que adoro cores, repousei-me no pretinho básico e seu parceiro, resultado da soma de todas as cores: o branco. A cor da paz, pois queremos paz. Bandeira branca para as dores, intrigas e confusões, internas e externas. Com o "preto e branco" não teria erro, assim imaginamos.

O "preto e branco" é como o pretinho básico do armário feminino, peça chave para qualquer ocasião. Tá, mas podemos viajar ainda mais: o preto e o branco, cores tão diferentes e tão complementares, como nós, como a nossa amizade. Ah, "preto e branco", combinação tão silenciosa e tão gritante ao mesmo tempo. Tá bom, confesso que assim somos também. Tenho inveja dele, pois esbanja elegância, é suntuoso.

Há também os famosos "tiltes" em preto e branco. Confesso que, de vez em quando, saio do ar com grandes ruídos e pequenos pontinhos pretos como na tela branca e preta de TV antiga. E porque não falar em luto, aí o preto toma conta! Mas, isso faz parte do processo existencial, assim como o encerramento de ciclos merecem o luto e por aí vai.

Mas, falemos de vida, de borboletas... Lá estão elas, lindas e imponentes, no canto direito da figura. Nossa, são duas! Coincidência ou não, somos nós! (Almas protagonistas do blog). Em sua simbologia, "borboleta" pode significar: transformação, alma, libertação, sorte, sensualidade, psiquê. Elas podem representar os nossos vôos, pois somos livres, mutantes.... Em constante metamorfose.

O que falar dos ramos da figura? Estes são a continuidade, porque continuar é preciso e é assim que construímos a nossa história. Enfim, que essas borboletas voem, voem, voem... alto! Repousem, transformem e tranformem-se.

Fabiana Carvalho..

Orgulhosamente apresentamos...





Este é o ato inaugural do blog e, talvez, o mais difícil. Ou será escrever um blog com a nossa cara? Esta é a proposta de duas amigas, com perfis tão diferentes, mas com dúvidas, medos e inseguranças tão profundos e tão iguais: uma (Fabiana) tão extrovertida, alegre, moderna e impulsiva; outra (Aline), romântica, sincera, leal, mas também impulsiva. Escrever aqui o que queremos, o que sentimos, as nossas alegrias e as nossas tristezas. E por que não falar mentiras?! Escrever sobre tudo aquilo em que acreditamos, uma tarefa tão difícil quanto solucionar as questões que aqui serão colocadas por nós, para nós e para quem queira se aventurar neste universo que não é apenas nosso. Escrever e conseguir dizer? Escrever é "galaxioso"! Não sabemos o que ou quem atingiremos. Há intenção e não há intenção. Escrever acontece.


Aline Espíndola e Fabiana Carvalho

"Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas". Clarice Lispector