quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O que há de bom nesta vida?


Não curto muito este tipo de música, mas gosto da gravação que o Eminem fez com a Rihanna, gosto da batida. Mas, quando vi a tradução, confesso que fiquei intrigada. Uma mulher que apanhou há pouco do ex-namorado e chocou o mundo ao mostrar as marcas dessa violência, hoje canta o seguinte: você vai ficar aí e me ver queimar, mas está tudo bem, porque eu gosto da forma como isso dói... mas, tudo bem, porque eu amo o jeito que você mente. Bom, eu sei que se trata “apenas” de uma música, mas até aonde a "arte" nos influencia direta ou indiretamente? Sei lá, sou romântica e gosto de como a arte revira as minhas ideias, os meus sentimentos. Amo, por exemplo, isto: me diz o que é o sufoco que eu mostro alguém a fim de te acompanhar (...). E só de te ver, eu penso em trocar a minha TV, num jeito de te levar a qualquer lugar que você queira (Último Romance, de Los Hermanos). Todo esse romantismo pode até não fazer parte de nós ou da nossa vida, mas deveria, eu creio, ser uma pretensão. O que há de bom nesta vida deveria, sim, ser uma pretensão.


Pra curtir: http://www.youtube.com/watch?v=yxdC-QL7e3I&feature=related


(Aline Espíndola)


2 comentários:

  1. São as incoerências da vida. Também fiquei admirado de ela fazer uma parceria com um homofóbico declarado. Tadinha, depois da surra ela anda meio perdida ainda...

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  2. O mundo "anda" perdido, definitivamente, e incoerente!

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