terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Bad Romance



Gaga, uma das maiores revelações do universo pop dos últimos tempos. Sua agradável voz e personagens “a la Gaga”, criados por ela, acompanhadas de perfomances, um tanto lá ensandecidas, fizeram com que ganhasse mais uma fã em meio aos milhares.

O sucesso bad romance vai além de uma música megadançante. Estive em uma balada em Goiânia estes dias, quando tocou esta música, o público cantou em côro o refrão. Ta certo! A música é show, empolgante e bem divulgada na mídia. Mas será só isto mesmo? Naquele instante resolvi dar uma parada e analisar a letra.

Quando Gaga entôa:

“Eu quero sua repulsão
Eu quero sua doença
Eu quero seu tudo,
Contanto que seja de graça
Eu quero seu amor
(Amor, amor, amor, eu quero o seu amor)”

Ela levanta grandes questionamentos relacionados ao amor, paixão ou "coisas" do gênero. Como se pede a doença de alguém?? Como se clama pela rejeição? Ela canta com a alma. Hoje, já não me enxergo nesta situação, mas houve momentos em minha vida em que os defeitos/doenças e afins da pessoa já me foram, de alguma forma, vistos como qualidades. Ou atrativos, melhor dizendo. Tornando-se motivos para querê-la mais e mais e mudá-la.

Quem nunca se sentiu preso por determinada pessoa pelos defeitos que ela possui? Isso nos gera uma certa aflição, como se estivéssemos aqui para mudá-la. Como se este fosse o nosso carma. Nossa missão. Isto nos consome. Podemos sentir isso por quem amamos; por paixões fulminantes, amizades (principalmente naquelas de amor e ódio oscilantes) e até mesmo família (ah, irmãos!).

Creio que não seja o caso de Gaga. Ela sim parece cantar a um grande amor que a rejeita. Confesso que já passei por isto em minha vida. E, em conversas de boteco, ouço constantemente a repetição destes comportamentos em que, normalmente, a mulher se torna uma fonte de absorção de doenças. Até que ela se perca nela mesma.

Hoje consigo levar a vida mais “numa leve”. Já não vejo graça nessas “deseases”.
Quero sim agarrar-me ao que se há de melhor.

Deixa esta loucura e insensatez para Lady Gaga. Ela ganha muito por isso ; )

(texto dedicado ao meu amigo Tiba "lá, lá, uh lá lá...")

Fabiana Carvalho

“Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.” (Clarice Lispector)

"Odiar é uma forma estranha de amar" (anônimo)


2 comentários:

  1. Infelizmente, a paixão cega. Por isso, muitas vezes, percebemos tarde demais que a qualidade é defeito e o defeito não é qualidade. Felizmente, há o colírio do tempo, é a única cura.

    ResponderExcluir
  2. HAHA, adorei a foto dela tia bibaa!

    ResponderExcluir