sexta-feira, 23 de julho de 2010

Perdas?


Gente, estava deitada procurando o que assistir para tentar driblar a minha insônia abusada que chega e não vai embora. Por sorte, parei no filme "O signo da cidade". Ele me chocou em algumas cenas que abordaram homossexualidade, misticismo, prostituição, sonhos, crenças, justiça divina, injustiça terrena, depressão, suicídio, traição e amor.

A narração de um poema de autoria da Bruna Lombardi, protagonista da película, enriqueceu o roteiro. Ela resumiu, com um certo tom otimista, o conceito das perdas da vida no ritmo das grandes cidades:

Se perdem gestos, cartas de amor, malas, parentes
Se perdem vozes, cidades, países, amigos
Romances perdidos, objetos perdidos, histórias se perdem.
Se perde o que fomos e o que queríamos ser.
Se perde o momento, mas não existe perda, existe movimento.

P.S.: Acho minha vida bem movimentada. E quer saber? Ainda bem, pois eu não me sustentaria parada na perda.

(Fabiana Carvalho)

Um comentário:

  1. Perdas fazem parte da nossa vida por mais difícil que sejam...

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